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Egressa do PPG em Economia Aplicada da UFV vence Prêmio Jovem Cientista com estudo sobre resiliência climática municipal
A pesquisadora Elizângela Aparecida dos Santos, egressa do Doutorado em Economia Aplicada do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa (UFV), conquistou o primeiro lugar na categoria Mestre e Doutor da 31ª edição do Prêmio Jovem Cientista, cujo tema foi Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas, nesta quinta-feira (26), em Brasília..
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Há mais de 40 anos, a premiação revela talentos e impulsiona pesquisas alinhadas a temas estratégicos para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
O trabalho premiado foi desenvolvido durante o doutorado em Economia Aplicada, sob orientação do professor Dênis Antônio da Cunha, evidenciando a qualidade e a relevância da formação oferecida pelo Programa. Assim, a pesquisa partiu do reconhecimento de que todos os setores, especialmente a agropecuária, sofrem impactos das mudanças climáticas. No entanto, municípios expostos a níveis semelhantes de risco podem apresentar capacidades de resposta bastante distintas. Nesse contexto, a pesquisadora desenvolveu uma análise inédita em escala municipal para todo o Brasil, criando um índice integrado de vulnerabilidade climática capaz de identificar territórios resilientes inseridos em contextos regionalmente vulneráveis.
Para o mapeamento, Elizângela estruturou uma metodologia baseada em três componentes principais: suscetibilidade, capacidade de enfrentamento e capacidade adaptativa. O modelo integrou indicadores ambientais, socioeconômicos e demográficos, permitindo uma leitura abrangente das dinâmicas territoriais. Os resultados demonstraram que a resiliência climática não depende apenas do nível de exposição ao risco ou do grau de desenvolvimento econômico, mas, sobretudo, da capacidade adaptativa local e da qualidade das respostas institucionais e sociais.
Destaca-se que para além da contribuição acadêmica, o estudo oferece subsídios diretos para o desenho de políticas públicas ao evidenciar que a redução da vulnerabilidade climática está relacionada a investimentos em assistência técnica, infraestrutura básica, fortalecimento institucional e planejamento territorial participativo, ampliando o debate sobre justiça climática e desenvolvimento regional sustentável.
Fonte: Divulgação Institucional UFV

